<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="1252"%> Associação SeiShin Kan de Karatê e Kobu-Do
"De nada adianta auto-desenvolvimento, sem AÇÃO social; a maior obra é o coração" LRAO. 18/10/02

 

 

 
ÍNDICE
 
   

Carta de Anko Itosu para o Departamento de Educação da Prefeitura de Okinawa:

O Tode não descende do Budismo e Confuncionismo. No passado recente o Shorin-ryu e o Shorei-ryu foram introduzidos vindos da China. Ambos têm pontos fortes, assim, antes que hajam muitas mais alterações , eu gostaria de os escrever.

1 - O principal objectivo do Tode é a melhoria da saúde. De forma a defender os seus pais ou o seu mestre é próprio atacar um inimigo independentemente da sua própria vida. Nunca atacar um adversário sozinho. Se encontrar um vilão ou rufia não se deverá usar o Tode mas apenas desviar-se e sair do combate.

2 - O objectivo do Tode é tornar o corpo duro como pedra e ferro; as mãos e os pés devem ser usados como as pontas de uma seta; os corações devem ser fortes e corajosos. Se as crianças praticassem Tode desde a escola primária elas ficariam bem preparadas para a vida militar. Quando Wellington e Napoleão se encontraram chegaram a acordo no ponto em que a " a vitória de amanhã vêm do recreio da escola de hoje".

3 - Não se pode aprender Tode rapidamente. Como um touro que se move lentamente mas que acabará por pecorrer mil milhas, se se treina seriamente todos os dias, em três ou quatro anos se irá perceber o que realmente é o Tode. Mesmo a forma dos ossos se irá alterar


Aqueles que estudarem da seguinte forma irão descobrir a essência do Tode:

4- No Tode as mãos e os pés são bastante importantes, devendo assim ser constantemente treinados numa Makiwara. Ao fazer isto deverá baixar os seus ombros, abrir os seus pulmões, controlar a sua força, agarrar o chão com os seus pés e baixar a sua energia intrínseca para o seu abdomén inferior. Praticar com cada braço uma ou duas centenas de vezes.

5 - Quando se pratica as posições do Tode certifique-se que as suas costas estão direitas, abaixe os seus ombros, mobilize a sua força e ponha-a nas suas pernas, mantenha-se firme e coloque a sua energia intrínseca no abdómen inferior, mantendo a porção superior e inferior deste firmemente juntas.

6 - As técnicas externas do Tode devem ser praticadas ,uma por uma, muitas vezes. Devido a estas técnicas serem transmitidas de uma forma oral, de-se ao trabalho de aprender as explicações e decidir quando e em que contexto é possível usá-las. Entre, contrarie, liberte; esta é a regra do torite.

7 - Tem de decidir se o Tode é para cultivar um corpo saudável ou para o melhorar na sua missão.

8 - Quando está a praticar deverá imaginar que está num campo de batalha. Quando bloquear e atacar os seus olhos devem transmitir furia, deve baixar os ombros e endurecer o corpo. Agora bloqueie o golpe do inimigo e ataque! Pratique sempre com este espírito para que quando, no verdadeiro campo de batalha, você esteja, naturalmente, preparado.

9 - Não exagere na prática dos exercícios porque a energia intrínseca irá subir à sua face e tornará os seus olhos vermelhos e isso fará mal ao seu corpo. Tenha cuidado.

10 - No passado muitos dos que dominaram o Tode viveram até uma idade bastante avançada. Isto é porque o Tode ajuda no desenvolvimento dos ossos e tendões, ajuda os orgãos digestivos e é bom para a circulação sanguínea. Desta forma, daqui em diante o Tode deveria tornar-se a base de todas as aulas de desporto desde a escola primária. Se isto for posto em prática haverão, eu penso, muitos homens que consigam derrotar dez agressores.

A razão para ter afirmado tudo isto, é que na minha opinião todos os estudantes da Escola de Treino de Professores da Prefeitura de Okinawa deveriam praticar Tode, para quando se formassem pudessem ensinar às crianças nas escolas exactamente como lhes disse. Assim, dentro de dez anos o Tode estaria espalhado por toda Okinawa e restante Japão. Isto será de grande valor para a nossa sociedade militaristica. Espero que estude atentamente as palavras que aqui escrevi.

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O Início do Karate no Brasil

Como o Judo, o Karate também chegou ao Brasil com os imigrantes japoneses no ano de 1908 e instalou-se primeiro em São Paulo, principalmente nas cidades do interior, nada mais lógico do que este estado se transformar no pioneiro do Karate nacional. Foi introduzido através das colónias japonesas nas cidades de Biguá, Pedro de Toledo, Bastos, Maria e Garça, além do litoral e da capital paulista. Durante vários anos, os imigrantes japoneses ensinaram a "arte da mão vazia" aos jovens japoneses e aos poucos brasileiros que se interessavam.

Só em 1955 é que o Mestre Mitsusuke Harada organizou oficialmente a primeira academia na Rua Quintino Bocaiúva, 255, no centro da capital paulista. Nascido na Manchuria, em 1928, começou a estudar Karate em 1943 com o Mestre Funakoshi no Dojo Shotokan. Recebeu seu 5º Dan directamente do Mestre Funakoshi. Fez o curso de Economia e Comércio na prestigiosa Universidade de Waseda. Veio para o Brasil para trabalhar num banco japonês, mas não se desligou do Karate. Aqui teve como um dos seus alunos principais o Mestre Tomeji Ito. Mais tarde, assumiu definitivamente a função de ensinar Karate profissionalmente. Em 1963, deixou o Brasil e viajou para França, a convite do Mestre Ohshima, mas por motivo de problemas com sua permissão para morar naquele país, dirigiu-se finalmente para Grã-Bretanha onde fez sua residência.

Em 1958, o Mestre Seiichi Yoshitaka Akamine chegou ao Brasil com o propósito de ensinar Karate. Nascido no dia 14 de Maio de 1920, em Naha, Okinawa, foi instruído no estilo Shorin-ryu pelo Mestre Chomo Hanashiro, estilo que praticou até os dezasseis anos, quando recebeu o 1º Dan. (...). Chegando em São Paulo fundou sua escola e formou diversos alunos que se espalharam pelo Brasil e pela América do Sul, como era o seu sonho. Viajou muito fazendo demonstrações e difundindo o Karate no interior paulista e paranaense. A sua primeira academia foi fundada na rua Tabatinguera, chegando a ter filiais em vários estados do Brasil e outros países. Faleceu no dia 18 de julho de 1995. (...)

O Mestre Akamine começou a ensinar Karate num clube japonês no bairro da Vila Prudente, Clube Santos, e em sua própria casa, na Rua Oriente, no bairro do Brás, juntamente com Kawamura, Nakaema, Osaka, Higashino, Yasutaka Tanaka, Sadamu Uriu, Juichi Sagara e Sawaguchi (este último, logo depois retornou ao Japão).

Os primeiros cintos negros formarem-se no Brasil pela Shotokan foram: Milton Osaka, Inoki (irmão de Sagara), Benedito Nelson Augusto Santos (que já era cinto negro pela Goju-ryu), Lirton Monassa, Fernando Pessoa, Yasuyuki Sassaki, Ailton M. Menezes, Oswaldo Duncan, Raimundo Bastos, Maurício, Márcio Bievenutti, Claudio Trigo, William Felippe, Júlio Takuo Arai e Dinor. Nomes que ajudaram a construir a história do Karate no Brasil . (...)

E assim o Karate foi-se espalhando e crescendo de norte a sul do Brasil.

Fonte: Prof. Pedro Luiz Chiés, Associação Chiés Karatê-Do, Brasil, 2001, in site oficial

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O QUE É O KARATÊ

Criado por nativos e monges da antigüidade instintivamente e desenvolvido por samurais, o Karatê é uma arte marcial oficial folclórica ritualista tradicional da Ilha de Okinawa (Japão), linha zen, inspirada pelos fenômenos da natureza e observações dos animais, com finalidades aducacionais, terapêuticas, defesa-pessoal, ética, estética e uma proposta estilística de vida.

Utiliza abordagens psicológicas em bases científicas com objetivo de obter o máximo rendimento do ser em todos os aspectos, de uma maneira holística com saúde integral nas atividades escolares, trabalhos, esportes, lazer, sociabilidade, segurança, autoconhecimento, reflexões filosóficas e contemplação.

Muito apreciado em todas as camadas sociais é hoje esporte olímpico praticado em mais de 150 países.

Seus preceitos incluem respeito, cortesia, paz, fraternidade, dedicação, harmonia, justiça, união, humildade, paciência, otimismo, bom-senso, prudência, controle da violência e disciplina.

Efeitos imediatos são elasticidade, reflexo,auto-confiança, controle do stress, bem-estar, sensibilidade, percepção, intuição, criatividade e segurança pessoal.

Os treinamentos incluem preparo físico-mental-espiritual-emocional-social, defesa-pessoal, armas antigas e meditação com aulas criteriosas para todos níveis e idades, masculino e feminino, sem contato total, uma infinidade de técnicas de mão, dedos, pulso, cotovelo e braços, pés, joelho e pernas, cabeça, quedas, torções e imobilizações, com orientação legal e comportamental.

Fonte: Sensei Luiz Rodolfo de Aragão Ortiz, 7º Dan, in site oficial.

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As evidências e estudos nos mostram que a origem dos Katas foi na antiga China


Tais movimentos migraram para uma pequena ilha muito conhecida pelos praticantes de karatê, a ilha de Okinawa. Tal migração foi devida pela presença de delegações chinesas que colonizavam a ilha.
Um Kata, que é de conhecimento em quase todos os estilos de Karatê, é o Kata Bassai ou "Passai" denominado por estilos mais antigos. Mestre Itosu criou sua forma sho (curta) que trabalhava contra as técnicas de "Bo".
Existem duas versões deste Kata: a versão de Shuri (feita com mãos fechadas) e a de Tomari (com mãos abertas), passando ser a forma mais antiga e original deste kata.
A versão de Shuri teria sido criada pelo mestre SOKEN (BUSHI) MATSUMURA - 1787/1889, um samurai que criou o estilo Shorin-Ryu que acabou dando origem ao Shotokan-Ryu, Kobayashi-Ryu e Shito-Ryu.
O significado mais popular e conhecido da palavra Passai é de "atravessar a fronteira", mas historiadores afirmam que tal nome foi derivado de um som que se aproxima da pronuncia do nome original do kata ("Batsu" = pular, saltar, superar e ir além - "Sai" = fechar, cobrir e obstruir).
Infelizmente naquela época (descrita por mim em artigos anteriores, onde relato a origem das artes marciais) nada era escrito, lembra-nos a tradição que tudo era dissertado oralmente, mas havia as apresentações de kata e alguém as descrevia em (caracteres) cuja pronuncia correspondia ao som que o executante (o mestre) dizia. Mas ficava sem saber o que tal escriba escrevia, ou seja, não temos condições de julgar exatamente o que tais (caracteres) continham. Outro fato que poderia distorcer foi o de que o mestre Funakoshi mudou alguns nomes segundo seu critério (conforme relato em seu próprio livro).
Outros estudiosos explicam que tais (caracteres) nos dão a nítida idéia militar. Analisando "Passai" mais a fundo seria: "você chegou frente a frente com a cidade capital inimiga com um grupo de soldados e só há um exercito entre você e a vitória definitiva: você deverá quebrar este exército que lutará com todas as forças para conseguir vencê-lo".

Por Marco Antônio Lopes Sá
noticias@odebate.com.br

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